O Vasco fechou sua participação na Taça Guanabara de 2018, diante do Volta Redonda, da forma como começou: Pensando na Libertadores.
Com um time muito alterado, onde seus principais titulares foram poupados, o jogo marcou uma série de testes, em todas as faixas do campo, além de servir para que alguns atletas já testados pudessem ganhar ritmo e confiança, como foi o caso do meia Thiago Galhardo, que já havia entrado no segundo tempo da partida de estreia na Libertadores, onde pôde mostrar que será bem útil em 2018.
Atuando durante os 90 minutos, Thiago Galhardo foi premiado com um presente da zaga adversária nos primeiros segundos de jogo e não decepcionou, tocando com categoria por cima do goleiro, para marcar o seu primeiro gol com o manto vascaíno.
Além do gol, o meia participou bem da maioria das jogadas vascaínas, apresentando características importante que estava em falta na colina histórica, principalmente a rapidez de raciocínio, o passe quase sempre para a frente, além de boa visão de jogo. Entretanto, a falta de ritmo fez com que errasse alguns poucos passes, principalmente em algumas bolas enfiadas, mas que não chegaram a atrapalhar sua boa atuação.
No ataque, vimos uma enormidade de testes feitos pelo comandante Zé Ricardo, que começou o time com Caio Monteiro e Rildo pelas pontas e Riascos mais centralizado. Com essa formação, o que vimos foi um Riascos que teimava em perder gols e se embolar com a bola, fatos que não surpreenderam a ninguém; um Caio Monteiro brigador, mas muito pouco inspirado; e um Rildo procurando um lugar no time com muita luta e velocidade, mas que ainda pecou na hora de dar o drible certo para aparecer sozinho na ponta (na única vez que conseguiu, foi parado com falta, após uma bela pedalada).
No segundo tempo, ainda entraram Paulo Vitor, que pareceu muito nervoso com a necessidade de mostrar algum valor para o técnico, mas que mais uma vez não obteve êxito, e Hugo Borges, que fez sua estreia no time principal, mas que teve pouco tempo para mostrar algo.
Paulo Vitor, promessa da base do Vasco, muito querido pela torcida, mas cotado para ser emprestado, por estar sendo preterido por Zé Ricardo, mesmo sendo aproveitado nas partidas em que o técnico claramente usa como avaliação de atletas para um aproveitamento maior, não pode reclamar de falta de oportunidades e precisa urgentemente reverter essas expectativas, se apresentando da forma como já o fez em partidas de 2017.
Já no meio, Andrey atuou com bastante desenvoltura e Bruno Paulista fez uma de suas melhores partidas pelo Vasco. M mesmo sem ser brilhante e enfrentar um adversário fraco, não inventou e nem tentou os “loucos” chutes que dava em 2017; Além disso, cometeu poucas faltas. Foi substituído pelo jovem Bruno Cosendey, que já há algum tempo vem sendo pedido pela torcida e por boa parte da impresa. Entrando com muita personalidade, arriscou com sucesso em chute de fora da área, marcando um belíssimo gol, o terceiro da equipe da Cruz de Malta.
Continuando com as estreias do dia, o Vasco foi a campo com uma defesa bem modificada. As estreias de Werley e Fabrício, passaram despercebidas, principalmente pela falta de categoria adversária e pela falta de ritmo dos atletas estreantes. Já a volta de Paulão foi “mais do mesmo”, onde o zagueiro jogou simples e não comprometeu. Na lateral, a insistência de Zé Ricardo em dar ritmo ao inconstante Rafael Galhardo, nos dá cada vez mais a certeza de que precisamos urgentemente investir na posição, com a contratação de mais dois atletas, e para a vaga titular, já que Pikachu não consegue ser apresentar satisfatoriamente na marcação.
A vitória de 3 x 1 não foi suficiente para classificar a equipe para as semifinais da Taça Guanabara. Entretanto foi importante para a pontuação no campeonato, que pode levar o clube a conseguir uma vaga nas finais do estadual.
Até quarta-feira, todos os holofotes estarão apontados para a segunda partida contra o Universidad de Concepcion, em São Januário, onde a equipe provavelmente irá confirmar sua classificação para o próximo mata-mata, possivelmente contra o Jorge Wilstermann, da Bolívia.
Nesse confronto, Zé Ricardo voltará com a formação principal, podendo promover, entretanto, algumas alterações na zaga, já que tem trabalhado com Erazo pelo lado direito, mas com muita insegurança; no meio, onde Thiago Galhardo passou a ser uma opção bastante interessante, contando que Wagner não vem atuando com desenvoltura; e até no ataque, onde Rildo tem entrado e sendo bem regular, tanto quando avança, quanto quando recua para colaborar na marcação.
O certo é que uma boa participação, independente do resultado, é fundamental para os planos do Vasco e para dar uma pressão para o próximo adversário na competição.
Saudações Vascaínas
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