E o novo técnico do Vasco é Zé Ricardo

Os anos passam o tempo voa, mas a família Miranda não muda o modus operandi. Depois de pouco mais de um ano a frente de nosso arquirrival, o técnico, proveniente da base rubro-negra, assumirá o Gigante da Colina, hoje. Essa é mais uma pista do método Eurico de presidir o clube. Desde sua primeira eleição, brindou o time com diversos refugos do Flamengo. Quem não lembra de Beto Cachaça, Fabio Baiano ou mesmo Petkovic, jogadores mais do que identificados com o time da Gávea mas que Eurico cismou de trazer para São Januário?

Zé Ricardo assumiu o time rubro-negro em maio de 2016, substituindo o então técnico Muricy Ramalho. Após alguns bons resultados, em junho, foi efetivado. Conduziu, em 2016, o Flamengo a uma honrosa terceira colocação. Isso, com um time composto por algumas estrelas e jovens. Estrelas como Guerrero e Diego (que chegou no meio do ano). Além disso, contou com excelente fase de jogadores medianos como Muralha, que sob seu comando, chegou a ser convocado para a seleção brasileira.

Em 2017, a vida do técnico foi diferente, antes em lua de mel com a torcida, foi hostilizado depois de uma série de decepções como a queda de rendimento no Brasileirão e a desclassificação da Libertadores. Após diversos problemas e a não apresentação de um futebol satisfatório mediante ao elenco estelar, foi sacado. Agora, se torna a esperança vascaína para a recuperação no campeonato. Principalmente por ser uma opção barata no mercado e ainda pelo trabalho de recuperação apresentado no arquirrival em 2016.

A questão, além da óbvia identificação com o time rubro-negro, é a insistência nas mesmas soluções de sempre. O intuito é de inflamar a torcida e retirar o foco do real problema apresentado pelo Vasco, a falta de um elenco de qualidade. Ao contratar Zé Ricardo, a diretoria retira o foco de suas péssimas escolhas no início do ano, quando botou a boca no trombone para anunciar contratações de peso e acabou por anunciar peças como Escudero, Muriqui e Manga Escobar. Trazem a torcida para a discussão sobre a identidade vascaína e minimizam (ou tiram dos olhos da mídia) sua incompetência.

Certo é dizer que mediante a lista de desempregados, havia muitas outras alternativas que poderiam dar certo. Fernando Diniz e o próprio Jorginho poderiam ser propostas interessantes para esse elenco limitado. No entanto, as velhas fórmulas voltam a mesa, como aqueles mortos que cismam em votar e, mais uma vez, a gestão datada e antiquada sai na frente. Sorte para eles. Azar para os torcedores.

Saudações Vascaínas

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