Após uma série de “coletivos” de luxo, onde o resultado pouco importava, finalmente o Vasco de 2018 entrou em campo para disputar uma partida com seriedade.
A partida entre Vasco e Flamengo pela quarta rodada da Taça Guanabara mostrou um Vasco sem brilho, com muito a evoluir, mas por outro lado, muito dedicado.
É bem verdade que o adversário também apresentou futebol de início de temporada e saiu vaiado pela própria torcida, que esperava uma vitória fácil de sua equipe, mais entrosada e que pode realizar uma pré-temporada menos conturbada.
Entretanto, como diz o “povão”, clássico é clássico, os ânimos se aguçam, a torcida cobra e ninguém quer de perder, o que torna o confronto muito disputado.
Em campo, pudemos observar um Vasco razoavelmente bem postado para um “primeiro jogo” de verdade, onde os nossos estrangeiros Martin Silva e Leandro Desábato, se sobressaíram.
NO GOL, Martin Silva mostrou agilidade e a segurança de sempre, atingindo seu ápice na partida, em duas saídas precisas, onde conseguiu desarmar o bom Paquetá em uma delas, e fechar o ângulo para que o nervosinho Vinícius Jr completasse para fora, na outra jogada.
NA ZAGA, tivemos a certeza de que zagueiros destros, jogam em qualquer lado, mas zagueiros canhotos não conseguem jogar adequadamente pelo lado direito. Tanto que Erazo, embora muito aplicado e sem comprometer, mostrou muita dificuldade no posicionamento. Já o garoto Ricardo, finalmente fez uma boa partida e mostrou que, com mais experiência, pode realmente ser bem útil.
NAS LATERAIS, o burocrático Pikachu e o imprevisível Henrique não comprometeram, mas também não brilharam, atuando mais na marcação do que no apoio.
NO MEIO DE CAMPO, vimos um Desábato muito aplicado em campo, conseguindo mostrar, de forma satisfatória, que sabe sair jogando com inteligência e, principalmente, simplicidade. No desarme, mostrou firmeza e soube se impor à frente da zaga, dando segurança aos companheiros. Foi uma ótima surpresa.
Já Wellington, que terminou 2017 como uma boa surpresa, mostrou que ainda está longe de sua melhor forma e teve muita dificuldade na saída de bola, errando alguns passes perigosos. Na marcação, no comprometeu.
Jogando mais a frente, Evander teve bastante dificuldade de jogar “de costas”, tendo um único momento para mostrar seu futebol, no qual deu um chute bem perigoso de fora da área, ainda no primeiro tempo. Foi substituído por Rildo, que não mostrou absolutamente nada, assim como Wagner durante o jogo inteiro.
NO ATAQUE, Paulinho mais uma vez foi o mais produtivo, mostrando que só depende de uma boa companhia para que possa realmente desequilibrar e que, definitivamente, Andrés Rios não é esse companheiro, pois não sabe fazer o pivô e atua muito isolado. Foi substituído por um Caio Monteiro completamente apático, mal posicionado e desatento, que não construiu nada, errando tudo que tentou fazer em campo, dando, inclusive, chance ao adversário de construir ataques perigosos por falhas de atenção.
Após alguma expectativa e pedidos dos pouco mais de 900 torcedores vascaínos que compareceram no clássico, Riascos fez sua reestreia pelo Vasco, mas pouco participou, frustrando seus “fãs”.
NO COMANDO, o técnico Zé Ricardo mostrou que não se importava com os resultados das partidas anteriores e que a temporada começava nesse jogo contra o Flamengo. Orientou a equipe na marcação, que não foi tão mal, e tentou corrigir adequadamente as peças que estavam pouco inspiradas, errando somente na saída de Paulinho.
Resumidamente, temos a sensação de que o melhor que temos, não é suficiente para garantir nossa continuação na Libertadores e que, mais uma vez, sofreremos bastante em 2018. Entretanto, ainda faltam as estreias de algumas peças, o melhor ritmo de outras e as chegadas de um meia, um lateral e um atacante, que, se não terão tempo para salvarem a participação na Libertadores, poderão salvar a temporada de mais um vexame.
De qualquer forma, teremos uma batalha na quarta-feira e esperamos que nossas previsões realistas não se consolidem e possamos continuar surfando em nosso sonho que se iniciou ao final da temporada passada.
Saudações vascaínas
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