Chega a ser corriqueiro criticar o sistema defensivo do Vasco, porém, mais uma vez, ele foi o responsável pelo resultado do jogo de ontem. Sabia-se que mesmo o Coritiba não tendo um ataque tão eficiente, seria um jogo complicado. Paulão fez o favor de deixar isso claro logo aos 30 segundos de jogo, quando levou cartão amarelo por uma entrada em Rildo.
O jogo não era bom no aspecto técnico, mas era bastante intenso. O Coritiba, por ser mandante, tomava mais as ações, mas o Vasco contra-atacava com velocidade. A partida seguia sem que nenhuma equipe criasse oportunidades claras de gol, até que, aos 20 minutos do primeiro tempo, Henrique acertou cruzamento (aleluia!) e Thalles (ele mesmo, acredite!) aplicou bela cabeçada no contrapé do goleiro Wilson, para abrir o placar.
A postura do Vasco, que já era defensiva, tornou-se ainda mais, buscando os contra-ataques em velocidade, até porque o Coritiba tinha mais a bola, mas atacava de forma desorganizada, ameaçava muito pouco. Ainda no primeiro tempo, o time poderia ter ampliado o placar em duas oportunidades, uma com Nenê e outra em nova cabeçada de Thalles, ambas paradas por Wilson.
No segundo tempo, a pressão do Coritiba aumentou e o Vasco seguiu mais no campo de defesa, mas não conseguia contra-atacar como na primeira etapa. A pressão do Coxa surtiu efeito aos 21 minutos da segunda etapa. Após cobrança de escanteio, a defesa vascaína teve três oportunidades de afastar a bola (com Jean, Henrique e Paulão) e não conseguiu, até que Kléber se antecipou a Gilberto e Breno para empatar.
A pressão do Coxa aumentou. Muita bola na área. E, aos 42, veio a virada. Após péssimo cruzamento de W. Matheus, Neto Berola e H. Almeida se anteciparam a Henrique e Breno, respectivamente, ajeitando a bola para Kléber, mais uma vez a frente de Gilberto, virar o jogo.
O sistema defensivo conseguiu complicar um jogo tranquilo, entregou dois gols fáceis, gols de pelada, ao adversário. A derrota parecia certa. Seria mais um desastre, até que, aos 45, em cobrança de escanteio, Paulão raspou e Wagner completou de cabeça, para empatar o jogo.
Pelas circunstâncias da partida, o empate acabou não sendo ruim, principalmente por ser o primeiro ponto conquistado fora de casa. Mas pela oportunidade que havia se apresentado ao Vasco, o resultado foi péssimo. O time teve a chance de vencer a primeira partida fora de casa e a jogou no lixo, perdendo para si mesmo. O sistema defensivo é horrível. Paulão e Breno são piadas de mau gosto. Milton Mendes, que é conhecido por ser um técnico moderno, por fazer cursos e tudo mais, precisa fazer urgentemente um curso para aprender a mexer no time. A maioria das vezes é um desastre.
Para piorar, Jean e Douglas receberam o terceiro amarelo e estão fora do clássico de sábado. Milton Mendes vai ter que rebolar para arrumar uma forma de o time jogar sem os dois.
O Vasco segue tendo deficiências, mas enquanto o sistema defensivo seguir entregando gols fáceis, os demais erros passam despercebidos. Acho que está na hora de rever a titularidade de alguns jogadores.
/+/Saudações Vascaínas/+/
Atuações:
Martín Silva – Não teve culpa no primeiro gol, mas falhou no segundo. Demorou a tomar uma decisão e tomou a errada. Não vive um bom momento, mas está longe de ser o problema – Nota 4,5.
Gilberto – Não consegue ser efetivo no ataque e falha demais na defesa. Foi superado por Kléber nos dois gols – Nota 3,5.
Paulão – Levou amarelo aos 30 segundos de jogo, teve a chance de afastar a bola no gol de empate do Coxa e ficou olhando Kleber se antecipar a Gilberto no segundo. De bom, apenas a raspada de cabeça no gol de Wagner. Horrível! – Nota 3.
Breno – Um recuo que quase resultou em gol do Coxa. Facilmente superado por Kléber e Henrique Almeida nos dois gols. Patético! – Nota 1.
Henrique – Acertou o segundo cruzamento no ano, mas recolocou a bola para dentro da área no gol de empate e foi facilmente superado por Berola no gol da virada. Péssimo! – Nota 4.
Jean – A luta de sempre, muita vontade e roubadas de bola. Poderia ter afastado melhor a bola no gol de empate do Coxa – Nota 5.
Douglas – Pouco inspirado. Criou uma boa jogada no primeiro tempo e mais nada. Levou um cartão infantil. Vem caindo de produção – Nota 5,5.
Mateus Vital – Vem muito mal há cinco rodadas. Participou muito pouco e nada criou. Tá na hora de pegar um banco – Nota 3.
Yago Pikachu – Só vem sendo titular por ser um dos poucos do elenco que tem a capacidade física para exercer a função de ponta. Não criou nada, mais uma vez, e passaria despercebido se não tivesse cobrado o escanteio que gerou o gol de empate – Nota 2.
Nenê – Muita vontade. Criou as melhores jogadas ofensivas. Foi sacado injustamente na segunda etapa – Nota 6,5.
Thalles – Acertou duas boas cabeçadas e fez um gol. De resto, um desastre. Tem 100 kg, mas não ganha uma disputa de corpo nem de criança de 10 anos – Nota 5,5.
Wagner – Entrou para distribuir melhor as jogadas. Tem qualidade, mas prende a bola demais em alguns momentos. Foi premiado com o gol de empate. Precisa jogar com mais freqüência – Nota 6.
Rafael Marques – Atuou muito pouco, não teve tempo de mostrar nada – Sem nota.
Éder Luís – …
Milton Mendes – Teve o mérito de repetir o time pelo quarto jogo seguido. Mas, mais uma vez, errou na hora de mexer. O primeiro erro foi relacionar o ex-jogador Éder Luís. Depois, errou ainda mais ao colocá-lo em campo. Não deveria ter sacado Nenê. Não foi o principal culpado pelo resultado, mas suas alterações prejudicaram a equipe. Precisa rever algumas peças do time titular, urgentemente. – Nota 4.
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